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domingo, 18 de dezembro de 2011

UM DIA BOM

Acho que posso dizer que hoje tive um dia bom. Nenhuma grande notícia, nenhum ímpeto de alegria, nada de inusitado. O que, surpreendentemente, fez do meu dia, um dia bom foi a simples satisfação de ter feito algo que há muito não fazia. Hoje, pela primeira vez depois de quase 5 meses, me senti vivendo minha vida ao invés de deixá-la me levar. O que finalmente me trouxe tal sensação?
Difícil dizer exatamente o que ou por que. Parece que, às vezes, muitas pequenas coisas conspiram para que possamos viver um dia de verdadeira paz interior. Um dia capaz de ofuscar a tristeza trazida nas agruras do viver.
Esse dia, sem muito adorno, me trouxe o tão aguardado vislumbre de dias melhores, e me fez crer que um sentimento de culpa pode ser transformado em arrependimento. E como diz o Pe Fábio de Melo, culpa nos paralisam, arrependimentos nos lançam para frente.
Sim, Pe Fábio, o erro ser será fonte de aprendizado, e cada dia bom, será devidamente valorizado.
 (Eu, em 16 de dezembro de 2011).

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Desabafo

Alcancei o meu sonho mais inatingível. A felicidade daquele momento era irradiante. Como se estivesse no "mundo imaginário do Dr. Parnassus", fiquei completamente envolvida naquela atmosfera de prazeres tão palpáveis e alcançáveis. Encantada pelo “brilho das coisas tocáveis”, não percebi que em meu caminho havia uma pedra.
Naquela pedra, eu tropecei. E, no chão, arranhada e sangrando, tive vontade de fechar os olhos. As feridas causaram grande dor. Mas as cicatrizes deixadas e o sofrimento experimentado farão lembrar que “as experiências dos erros são tão importantes quanto as dos acertos”.
Hoje, “quero paz no meu coração”. Que o passado logo se torne apenas “marcas do que se foi”. Novos sonhos eu terei. Porque “...todo dia nasce novo em cada amanhecer”. (Eu, em 21/08/2011).

Felicidade

À felicidade chamei satisfação. Muitas coisas, porém, me fizeram pensar: será ela o pico máximo de plena satisfação que logo se esvai, ou a satisfação mediana que permanece firme e duradoura? (Eu, em 21/08/2011).

domingo, 21 de agosto de 2011

Uma Pedra no Caminho

Era como se eu soubesse que algo estava prestes a acontecer. Mesmo assim, parece que tinha que acontecer. Muitas coisas mudaram. Muitas ainda estão mudando. Difícil saber como agir. Momentos de incomodo profundo me impelem a jogar tudo para o alto e fugir. Pular no abismo e simplesmente plainar como se fosse Ismália.
Fico me perguntando por que me expressar, penso se estou seguindo os conselhos de Clarice  (Lispector), me divertindo em “pintar palavras”, coisa que muito me agrada fazer. Ou se estou tentando mais uma vez chamar atenção de alguém. Seja o que for, me sinto bem em fazer, por isso farei.
Penso afinal, exatamente o que outro dia ouvi. Ser auto-suficiente até que me seria exatamente conveniente. No entanto, creio que isso, mais uma vez em perfeito acordo com a opinião ouvida, não seria divertido. Assim, entrego meus pensamentos ao leitor desconhecido. Quem sabe assim, compartilho algo além da superficilidade do cotidiano com alguém capaz de captar a essência dessas palavras.
É tempo de mudar. É tempo de encarar o desafio de viver. É tempo de te encontrar. Seja como for, esteja onde estiver.  Sinto o sabor do viver, como o café amargo que nos dá prazer em tomar.
Por fim, uma frase: Não é porque a vida tomou rumos diferentes dos planejados, que deixarei de chamá-la, felicidade (Eu, em 27/07/2011).