Era como se eu soubesse que algo estava prestes a acontecer. Mesmo assim, parece que tinha que acontecer. Muitas coisas mudaram. Muitas ainda estão mudando. Difícil saber como agir. Momentos de incomodo profundo me impelem a jogar tudo para o alto e fugir. Pular no abismo e simplesmente plainar como se fosse Ismália.
Fico me perguntando por que me expressar, penso se estou seguindo os conselhos de Clarice (Lispector), me divertindo em “pintar palavras”, coisa que muito me agrada fazer. Ou se estou tentando mais uma vez chamar atenção de alguém. Seja o que for, me sinto bem em fazer, por isso farei.
Penso afinal, exatamente o que outro dia ouvi. Ser auto-suficiente até que me seria exatamente conveniente. No entanto, creio que isso, mais uma vez em perfeito acordo com a opinião ouvida, não seria divertido. Assim, entrego meus pensamentos ao leitor desconhecido. Quem sabe assim, compartilho algo além da superficilidade do cotidiano com alguém capaz de captar a essência dessas palavras.
É tempo de mudar. É tempo de encarar o desafio de viver. É tempo de te encontrar. Seja como for, esteja onde estiver. Sinto o sabor do viver, como o café amargo que nos dá prazer em tomar.
Por fim, uma frase: Não é porque a vida tomou rumos diferentes dos planejados, que deixarei de chamá-la, felicidade (Eu, em 27/07/2011).
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